Batidas reavivam esperança por mineradores presos no Chile

Mina de ouro e cobre localizada no norte do país desabou no dia 5 de agosto com 33 trabalhadores

REUTERS

22 de agosto de 2010 | 16h02

A esperança de encontrar 33 mineradores vivos mais de duas semanas depois de eles ficarem presos em uma mina no Chile voltou neste domingo, depois que as equipes de regate disseram ter ouvido sons de batidas.

As equipes de resgate informaram que uma sonda perfurou quase 700 metros sob o solo e alcançou um túnel próximo ao local onde os mineradores devem ter procurado abrigo depois que a mina desabou, no dia 5 de agosto. Por meio desta sonda é que foram ouvidas as batidas.

Alguns veículos de comunicação locais reportavam que os mineiros estavam vivos, mas ainda não havia confirmação oficial.

Não houve contato com os mineradores desde o desmoronamento da pequena mina de ouro e cobre perto da cidade de Copiapo, no norte do país.

"Obviamente, há um grau de felicidade," afirmou o ministro da Mineração, Laurence Golborne, à televisão estatal, na entrada da mina, onde parentes dos trabalhadores presos acampam há mais de duas semanas.

Ele acrescentou, contudo: "Não há nada de concreto... Estamos falando de tubos de perfuração de 700 metros, então as batidas podem ser pedras caindo."

Golborne disse que as equipes de resgate estão removendo a broca para descer uma câmera e microfones em uma tentativa de localizar e contatar os mineradores. Engenheiros também planejam usar um pequeno buraco para descer alimentos, água e tochas.

"Estamos animados," disse um membro das equipes de resgate à televisão estatal. "Alguns de nossos companheiros dizem que ouviram eles batendo na broca e responderam. Essa foi toda a comunicação que houve."

O presidente Sebastian Pinera deve visitar a mina neste domingo.

Os mineradores estão sete quilômetros adentro da mina, cerca de 700 metros verticalmente sob o solo. Autoridades esperam que eles tenham tomado abrigo em uma câmara equipada com oxigênio e estão racionando comida e água.

Equipes de resgate dizem que podem demorar até quatro meses para cavar um novo túnel e encontrar os mineradores, após a rampa principal da mina ter desmoronado.

O governo disse no começo deste mês que a probabilidade de encontrar sobreviventes era pequena.

Pinera demitiu duas autoridades da instituição reguladora da atividade mineradora do Chile e prometeu uma grande reforma na agência depois do acidente.

Grandes acidentes em minas são raros no Chile, mas o governo diz que a mina San José, cuja dona é a empresa local Compania Minera San Esteban Primera, sofreu uma série de problemas e 16 trabalhadores morreram nos últimos anos.

(Reportagem de Antonio de la Jara e Simon Gardner)

Tudo o que sabemos sobre:
CHILEMINASOBREVIVENTES*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.