Bertha mantém força no Atlântico e alcança categoria 3

Furacão tem ventos de até 195 quilômetros por hora e pode atingir o arquipélago das Bermudas

Agências internacionais,

08 de julho de 2008 | 11h27

O furacão Bertha, que se transformou na segunda-feira em um poderoso ciclone de categoria 3, aumentou nesta terça, 8, seus ventos máximos em até 195 quilômetros por hora, durante o seu avanço em direção ao noroeste sobre as águas do Oceano Atlântico. "Agora estamos analisando se 'Bertha' pode ser uma ameaça para o arquipélago das Bermudas, mas ainda é muito cedo para dizer que tipo de impacto terá" sobre as ilhas, disse um meteorologista do Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês) dos Estados Unidos. Em seu boletim das 6h (Brasília), o NHC, com sede em Miami, informou que Bertha mantém todo o potencial de furacão de categoria 3 na escala de intensidade Saffir-Simpson, que vai até 5. Meteorologistas ressaltaram, no entanto, que "hoje podem acontecer algumas oscilações em sua intensidade (...), e espera-se uma tendência de enfraquecimento nos próximos dias". Segundo especialistas, o fenômeno meteorológico está se deslocando para o noroeste a 17 quilômetros por hora e "espera-se que mantenha esta trajetória nas próximas 48 horas". Segundo a BBC, a Administração Nacional Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) anunciou a previsão de que ocorram neste ano até nove furacões na temporada do Atlântico. A expectativa do órgão é de que, desse total, de dois a cinco se transformem em grandes furacões, com categoria de três a cinco. Uma temporada considerada normal tem seis furacões, dos quais dois alcançam forma acima de três na escala, com ventos com velocidade superior a 178 km/h. Os cientistas avaliam que a temporada deste ano tem 90% de chance de ser normal ou um pouco mais ativa do que o normal, e 65% de chance de ter mais tempestades do que a média. A WeatherBug, empresa que presta serviços de previsão meteorológica, tem uma previsão um pouco mais pessimista. Em um relatório, a empresa diz que 2008 deve ter até seis furacões, sendo que até quatro devem ser categoria três ou mais. A temporada de furacões do Atlântico, que vai de 1º de junho a 30 de novembro, é mais temida do que a temporada do Pacífico por ter causado, nos últimos anos, tempestades que provocaram prejuízos bilionários e milhares de mortes, como os furacões Ivan (em 2004) e Katrina (em 2005).

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