Betancourt estaria livre sem ataque às Farc, diz marido

O marido da refém franco-colombianaIngrid Betancourt disse na segunda-feira que a ex-candidata àPresidência poderia estar livre se a Colômbia não tivessebombardeado um acampamento das Forças Armadas Revolucionáriasda Colômbia (Farc) no Equador. No ataque, morreu o segundomaior líder guerrilheiro. Em uma coletiva de imprensa em Santiago, Juan CarlosLecompte acrescentou que aposta nas intervenções do presidentevenezuelano, Hugo Chávez, para libertar Betancout, que foisequestrada pelas Farc há mais de seis anos. No ataque ao acampamento das Farc no Equador, ocorrido em1o de março, morreu um dos líderes da guerrilha conhecido comoRaúl Reyes. "Se não tivessem matado este guerrilheiro, ela até poderiaestar livre, porque entre 14 e 15 de março libertaram mais 12sequestrados. Minha esposa esteve entre eles", disse Lecompte ajornalistas no Chile, onde se reúne na terça-feira com apresidente Michelle Bachelet. As Farc fizeram neste ano duas libertações unilateraismediadas por Chávez. No total, seis políticos foram soltos pelomaior grupo guerrilheiro da Colômbia. Lecompte lamentou o atraso na libertação de mais refénsdevido à morte de Reyes, o que também provocou uma forte crisediplomática entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela. Contudo, ele demonstrou que tem esperança de que asnegociações "sigam pelo bom caminho em que iam". "Nós apostamos nas mediações de Hugo Chávez porque é oúnico que obteve resultados. Chávez é a única pessoa no mundo aquem a guerrilha escuta", disse Lecompte a jornalistas noChile. (Reportagem de Mónica Vargas) REUTERS MR

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