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Bill Clinton é nomeado enviado especial da ONU para o Haiti

Ban Ki-moon diz que missão do ex-presidente é ajudar o país a se recuperar de furacões e instabilidade política

19 de maio de 2009 | 11h59

O ex-presidente Bill Clinton foi nomeado nesta terça-feira, 19, enviado especial das Nações Unidas para o Haiti. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que Clinton terá como meta ajudar o Haiti a se recuperar de uma série de devastadores furacões e de sua duradoura instabilidade política. "É muito importante ajudar esse país", ressaltou Ban em entrevista coletiva. O país caribenho também sofre muito com a pobreza.

 

Segundo a BBC, a indicação surge dois meses após Ban e o ex-presidente visitarem o Haiti, em um esforço para chamar atenção para a gravidade da situação no país. Em uma declaração enviada ao Miami Herald, Clinton se disse honrado com o convite e afirmou que o Haiti está mais habilitado para fazer progressos do que em qualquer outra ocasião do passado, oferecendo "oportunidades únicas de investimentos públicos e privados para obter melhorias nas áreas de saúde e educação".

 

Como enviado especial, a expectativa é de que Clinton viaje ao menos quatro vezes ao ano para o país. O ex-presidente já havia servido como enviado especial da ONU em 2005, quando visitou regiões devastadas pelo tsunami na Ásia.

 

O Haiti é o país mais pobre do Hemisfério Ocidental, e as tempestades tropicais que castigaram o país em diferentes ocasiões desde o ano passado provocaram prejuízos de US$ 1 bilhão e causaram a morte de 800 pessoas. Clinton é popular entre muitos haitianos porque, durante seu mandato, em 1994, ele enviou 20 mil soldados americanos ao país, que retiraram do poder o regime autoritário que havia deposto o então presidente Jean-Bertrand Aristide.

 

Em 1995, ele se tornou o segundo líder americano a visitar o país. O primeiro havia sido Franklin Roosevelt, que esteve no Haiti em 1934. A organização não-governamental comandada pelo ex-presidente, Clinton Global Initiative, já fez inúmeros trabalhos no país caribenho.

 

No mês passado, durante uma conferência de doadores voltada para o Haiti realizada em Washington, Clinton pediu por novas contribuições ao país caribenho. Um total de US$ 324 milhões foram angariados com a reunião. Ainda em abril, a mulher do ex-presidente, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se tornou a mais alta representante do governo de Barack Obama a visitar o Haiti. O casal Clinton já fez elogios em diferentes ocasiões ao trabalho desempenhado pelas forças de paz comandadas pelo Brasil que atuam no Haiti.

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