Bispo venezuelano chama Chávez de 'temerário' e nega acusações

Presidente da Venezuela acusou a Igreja Católica de planejar um golpe de Estado para derrubá-lo

estadão.com.br

19 de julho de 2010 | 13h32

CARACAS - O segundo vice-presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), o bispo Roberto Luckert, chamou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de temerário após o mandatário acusar a Igreja de planejar um golpe de Estado, informa nesta segunda-feira, 19, o jornal El Universal.

 

Veja também:

linkChávez insulta cardeal e acirra tensão com a Igreja

 

Luckert disse que rejeita as acusações de Chávez e indicou que o chefe de Estado "não conseguirá iniciar uma briga" com a cúpula da Igreja, cujos membros, acrescentou, já "estão acostumados a aguentar seus insultos". Segundo ele, a função dos bispos é "ajudar e apoiar, e é uma temeridade falar de conspiração".

 

"Nós, como o CEV, não vamos responder. Certamente o cardeal Jorge Urosa não responderá aos insultos", disse Luckert, acrescentando que "não é de se estranhar esta atitude do presidente de insultar a Igreja".

 

No domingo, em seu programa dominical, Chávez felicitou a Assembleia Nacional por ter convocado o cardeal Urosa para "apresentar provas" da declaração de que o líder bolivariano está atropelando a Constituição e levando o país pelo caminho do socialismo marxista. Ele ainda acusou a Igreja de planejar um golpe de Estado para derrubá-lo.

 

Na quarta-feira, Chávez havia pedido ao chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, que revisasse um convênio de 1964 da Constituição que prevê "certos privilégios" à Igreja Católica sobre outras religiões.

Tudo o que sabemos sobre:
ChávezVenezuelaIgreja

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.