Enrique De La Osa/Efe
Enrique De La Osa/Efe

Bispos de Cuba pedem que casos como o de Zapata sejam evitados

Religiosos afirmaram ter tentado visitar dissidente várias vezes e pediram ações 'contundentes' contra Havana

Efe,

25 de fevereiro de 2010 | 20h11

A Conferência de Bispos Católicos de Cuba disse nesta quinta-feira, 25, que tentou por várias vezes visitar o preso político Orlando Zapata Tamayo, que morreu na terça-feira após 85 dias de greve de fome e foi enterrado nesta quinta. Os bispos pediram às autoridades que tomem medidas necessárias "para que situações como essas não se repitam".

 

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Em um comunicado no qual afirmam que ficaram sabendo da morte do dissidente pela imprensa internacional, os religiosos também disseram que a Igreja é contra o uso de "métodos de reclamação que coloquem a vida em perigo, o que é uma forma de violência que a pessoa exerce sobre si mesma".

 

Segundo a nota, "a Igreja solicitou em várias ocasiões visitar o senhor Zapata, o que não pôde ser realizado". O documento, contudo, não relata quais foram os pedidos nem a quem foram feitos.

 

Para os bispos, uma morte "nestas condições é uma tragédia para todos porque se trata da vida de uma pessoa, que é sempre o bem maior a ser protegido e conservado por todos".

 

Os católicos também ofereceram suas condolências a mãe e demais familiares de Zapata, sepultado nesta quinta, e recordaram que o dissidente era considerado "preso de consciência".

 

"Ódio ao seu povo"

 

Um grupo de exilados venezuelanos lamentou nesta quinta a morte de Orlando Zapata, e pediu que a comunidade internacional empreenda ações "contundentes" contra o governo de Cuba e países que estão se aproximando de "seu sistema político, como a Venezuela".

 

O diretor geral do grupo Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio (Veppex), José Antônio Colina, disse em uma conferência de imprensa que sua organização rechaça a atitude do regime castrista, "que permitiu a morte do dissidente".

 

"O regime castrista demonstrou ódio a seu povo. Fazemos um pedido aos organismos internacionais para que tomem ações contundentes contra Cuba e exijam que o país libere os presos políticos para evitar que outro morra, porque já não tem esperanças de viver em liberdade", disse o ativista venezuelano.

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