Boca de urna mostra paridade entre Kirchner e Narváez

Primeiros dados oficiais dão pequena vantagem ao candidato da oposição na província de Buenos Aires

Marina Guimarães, da Agência Estado

28 de junho de 2009 | 18h56

Os primeiros dados oficiais apurados pelas autoridades eleitorais argentinas dão uma vantagem de um ponto porcentual para o candidato opositor Francisco de Narváez contra o ex-presidente Néstor Kirchner na província de Buenos Aires, o maior distrito eleitoral do país, no pleito legislativo do país. Com apenas 4% dos votos apurados da província de Buenos Aires, De Narváez, candidato de União-PRO, ganha com 34,8%, enquanto Kirchner, candidato governista, obtém 33,7%.

 

Segundo uma pesquisa de boca-de-urna divulgada no domingo pela emissora de televisão Canal 13, Kirchner liderava com leve vantagem a eleição para deputados na província de Buenos Aires. Para o analista político Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria, "se a tendência de boca de urna confirma que há paridade em Buenos Aires (província), entre Kirchner e De Narváez implica em que o governo está perdendo pelo menos seis vagas na Câmara (por esta província) e isso significa perder o controle da Câmara".

 

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Kirchner se colocou como primeiro candidato a deputado na província em que vivem 38% da população local para apoiar o governo encabeçado por sua esposa e sucessora, Cristina Fernández de Kirchner.

Uma eventual vitória de Kichner, que ainda precisa ser confirmada pela contagem oficial, colocaria o ex-presidente como um possível concorrente nas eleições gerais de 2011.

  

O analista disse que a tendência de votos também mostra que há o risco de o governo perder a maioria no Senado. "Todos sabemos que governar sem o Congresso não é fácil e esse vai ser o grande desafio para o governo" de Cristina Kirchner.

 

A pesquisa de boca de urna da TN mostra também que em terceiro lugar na província de Buenos Aires ficaria a candidata Margarita Stolbizer, da União Cívica Radical. Na Capital Federal, os primeiros três lugares ficariam nas mãos da oposição, pela ordem, para Gabriela Michetti (Unión-Pro), Fernando Pino Solanas (Projeto Sul) e Alfonso Prat Gay (Acordo Cívico y Social). O candidato oficial, Carlos Heller, ficaria em quarto lugar.

 

Alguns candidatos da oposição ao governo da Argentina denunciam irregularidades nas eleições parlamentares que estão sendo realizadas neste domingo. As denúncias são relacionadas à suposta falta de cédulas oficiais contendo as listas de cada uma das legendas e sublegendas partidárias. Pelo sistema eleitoral da Argentina, os responsáveis pela confecção, distribuição e reposição das cédulas, chamadas no país de "boletas", são os próprios partidos. Cada um tem a sua cédula oficial que é distribuída às sessões eleitorais pelos fiscais do partido.

 

A coligação entre peronistas dissidentes do Partido Justicialista (PJ) e Proposta Republicana (Pro), Unión-Pro, afirma que "há sistemas montados para tentar furtar e rasgar as cédulas" com os nomes de seus candidatos. O Acordo Cívico e Social (ACyS), coligação entre a União Cívica Radical (UCR) e a Coalizão Cívica denuncia que faltam cédulas de sua lista de candidatos nas sessões eleitorais porque foram furtadas. Denúncia similar foi feita pelo candidato do Projeto Sul, Fernando Pino Solanas, e pelo vice-presidente Julio Cobos.

 

Texto atualizado às 22h59

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