Bogotá repudia possível reconhecimento das Farc pelo Equador

Chanceler endossa protesto de Uribe e se coloca contra status de grupo em guerra oferecido por Quito

Efe,

24 de abril de 2008 | 14h49

A Colômbia anunciou nesta quinta-feira, 34, que enviará ao Equador uma nota de protesto por conta das declarações do presidente equatoriano, Rafael Correa, na qual ele se coloca a favor de dar status de organização de grupo em situação de guerra às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se a guerrilha abandonar práticas como o seqüestro. Veja também:Farc podem ter status de organização beligerante, diz CorreaPor dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região   O chanceler colombiano, Fernando Araújo, disse à Rádio Caracol que um governo democrático como o equatoriano "não pode aparecer agora interessado em conceder condição de beligerância a um grupo terrorista". Araújo anunciou o envio da nota de protesto depois que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, rejeitou a possibilidade de reconhecer a condição de beligerante a essa organização, questão colocada na quarta-feira por Correa em uma entrevista à televisão venezuelana. "Não podemos aceitar isso e, certamente, será motivo de protesto por parte do governo colombiano", afirmou o ministro, após reiterar que essa guerrilha prejudicou o país "durante anos". As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) seqüestram, atentam contra a população civil, atacam as infra-estruturas e "tentam destruir a sociedade", denunciou o ministro das Relações Exteriores. O presidente equatoriano disse na quarta que não seria inconveniente dar caráter "beligerante" às Farc, se essa guerrilha renuncia práticas como o seqüestro. O chanceler colombiano convocou a "evitar esses atentados contra a democracia que ocorrem quando se propõe o estado de beligerância a favor de um grupo terrorista". O protesto foi anunciado no momento em que os dois países continuam sem superar a crise diplomática gerada após o bombardeio colombiano de 1º de março contra uma base das Farc em território equatoriano, que Correa rejeitou, com a ruptura das relações com a Colômbia.

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