Bolívia acha megalaboratório de cocaína perto do Paraguai

A Bolívia encontrou um gigantesco laboratório de fabricação de cocaína perto da sua fronteira com o Paraguai, disse o governo na sexta-feira, qualificando esse como o pior golpe contra o narcotráfico nas últimas duas décadas.

REUTERS

27 de março de 2009 | 19h48

A instalação foi localizada dentro de uma propriedade de 400 hectares no Departamento de Santa Cruz (leste), onde há uma semana caiu um avião de matrícula paraguaia que supostamente transportava cocaína, disse o ministro de Governo, Alfredo Rada, à rádio Erbol.

"Agentes da Umopar (Unidade Móvel de Patrulhamento Rural) e da FELCN (Forças Especial de Luta contra o Narcotráfico) conseguiram dar com uma propriedade de cerca de 400 hectares dentro da qual se encontrou um laboratório de cristalização para a fabricação de cocaína", afirmou.

De acordo com o ministro, trata-se "do golpe ao narcotráfico mais contundente dado na gestão do presidente Evo Morales, mas também, por sua magnitude, estamos falando...do maior laboratório descoberto e destruído desde Huanchaca".

Em meados da década de 1980, o cientista boliviano Noel Kempff foi assassinado com dois colaboradores por traficantes na reserva natural de Huanchaca, em Santa Cruz.

Rada disse que o laboratório descoberto perto do Paraguai usava tecnologia colombiana, e que foram detidos dois colombianos e um boliviano.

A Bolívia é o terceiro maior produtor mundial de cocaína, atrás de Peru e Colômbia.

(Reportagem de Diego Oré)

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