Bolívia antecipa 'ausência arrasadora' em referendos

Ministro diz que governo constata pouca participação nas consultas populares para autonomia de Beni e Pando

Efe,

01 de junho de 2008 | 16h56

O governo de Evo Morales antecipou neste domingo, 1, uma "ausência arrasadora" nos referendos autonomistas nos Departamentos (Estados) de Beni e Pando. O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, disse que o governo constatou "muito pouca participação da população" nos referendos de Beni e Pando, impulsionados pela oposição autonomista.   Veja também: Duas regiões da Bolívia encerram campanhas para referendos   Quintana qualificou a falta de participação de "rejeição explícita" aos estatutos autônomos referendados, ao que se referiu como uma "impostura democrática."   Os referendos votados neste domingo em Beni e Pando são considerados pelo governo Evo Morales como "ilegais" e "separatistas". Os Departamentos pedem independência do governo central.   Resistência   Em meio a um ambiente de tensão, moradores de regiões amazônicas compareceram à votação dos referendos, que desafiam as mudanças na Constituição prometidas por Evo.   A convocação à resistência em áreas rurais foi atendida parcialmente, com bloqueios a várias estradas e queima de ao menos uma quinzena de urnas de votação, em incidentes que, segundo a imprensa local, deixaram ao menos três camponeses simpatizantes do mandatário indígena feridos.   Evo condenou as consultas nos distritos amazônicos por ilegalidade, como fez com o primeiro referendo para aprovar o estatuto de autonomia, realizado em 4 de maio, no rico distrito oriental de Santa Cruz, o motor econômico do país.   O desafio de autonomia da direita, que conseguiu paralisar desde o início do ano a colocação em vigência de uma nova Constituição "plurinacional", será completado em 22 de junho com um referendo no distrito de Tarija, onde estão as maiores reservas de gás natural no país.   Denúncia   Ainda neste domingo, o prefeito regional de Pando, Leopoldo Fernández, acusou o governo, seus partidários e a polícia local de impedir que cerca de 2.500 pessoas compareçam às urnas.  

Tudo o que sabemos sobre:
Bolíviareferendo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.