Bolívia estuda proposta da Queiroz Galvão de transferir obra

Após impasse com governo Evo, construtora brasileira propôs repassar construção de estrada à OAS SRL

Efe,

30 de janeiro de 2009 | 14h46

O governo boliviano estuda uma proposta da construtora brasileira Queiroz Galvão de transferir seu contrato para a construção da estrada Tarija-Potosí, no sul do país, à também brasileira OAS SRL, confirmou nesta sexta-feira, 30, a Administradora Boliviana de Estradas (ABC). Veja também:Queiroz Galvão propõe passar obra na Bolívia à OAS O órgão estatal recebeu na quarta a proposta formal das duas empresas para a transferência da obra e está avaliando sua conveniência, disse uma fonte da ABC, que prevê dar uma resposta na próxima semana. "O que a empresa propôs é uma cessão de contrato que é factível, mas a ABC quer saber o marco de responsabilidade entre as elas para garantir a obra", afirmou a presidente do órgão, Patricia Ballivián, ao jornal La Razón. A ABC prevê uma nova modalidade no contrato "turn key" - ou torneira fechada - pelo qual a manutenção fique a cargo da empresa construtora e que o contrato seja executado com o mesmo preço estabelecido em princípio com a Queiroz Galvão e com prazos fixos. No entanto, a ABC assinalou diversas vezes que pode retomar por sua conta, em 1º de março, a obra na estrada, independentemente da negociação para a transferência dos contratos. O governo de Evo Morales havia prazo até o fim do ano passado para a Queiroz Galvão decidir se construindo a estrada, após rejeitar um pedido da firma para aumentar o custo da obra de US$ 226 milhões para US$ 271 milhões. A construtora aceitou a posição boliviana de manter o custo de US$ 226 milhões, apesar de colocar novas condições, como a cessão do contrato para a construção da estrada à OAS e submeter a uma arbitragem a diferença de US$ 45 milhões entre sua proposta e a do Executivo, condição que a Bolívia rejeitou. Estas novas negociações com a Queiroz Galvão acontecem depois que, em março de 2007, a empresa retomou a construção da estrada após uma primeira decisão do governo de rescindir seu contrato ao detectar falhas nos avanços das obras.

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