Bolívia: Há abertura das FA chilenas para falar sobre acesso ao mar

Os bolivianos lembram a cada ano o Dia do Mar, com desfiles cívicos e militares

EFE,

23 de março de 2008 | 01h01

O Governo da Bolívia destacou neste sábado que existe uma abertura nas Forças Armadas e em outros setores do Chile para falar da reivindicação marítima boliviana, ao iniciar as homenagens ao Dia do Mar que é comemorado neste domingo com diversos atos. O ministro de Exteriores, David Choquehuanca, declarou que anos atrás não se podia esperar que os militares chilenos tivessem uma abertura para discutir sobre o assunto, mas assinalou que agora há "avanços". "Em décadas atrás, nós não podíamos esperar das Forças Armadas (do Chile) a abertura que existe hoje. As Forças Armadas eram de um dos setores que mais se opunham de maneira radical a esta proposta de saída com soberania às costas do oceano Pacífico", assegurou. A julgamento do ministro, "hoje há grandes avanços, não somente no setor das Forças Armadas", mas entre os empresários e os intelectuais chilenos para se referir à demanda boliviana. Os bolivianos lembram a cada ano o Dia do Mar, com desfiles cívicos e militares, nos quais reivindicam uma saída soberana ao Pacífico. Desde 1978, Bolívia e Chile não mantêm relações diplomáticas, após o fracasso de uma negociação destinada a solucionar o problema que foi encarado pelo então ditador boliviano, Hugo Banzer, e seu colega do Chile, Augusto Pinochet. Em meados de 2006, os Governos de Morales e de sua colega chilena, Michelle Bachelet, iniciaram um inédito processo de aproximação ao fixar uma agenda de diálogo com treze temas de importância bilateral, dos quais o sexto é o marítimo. Desde então aconteceu uma troca em diversas áreas para estimular um espaço de "confiança mútua", ao que, segundo disse nesta sexta-feira Choquehuanca, contribuirá na próxima semana para a visita de 15 jornalistas chilenos que se encontrarão com Morales e líderes da oposição e dos movimentos sociais bolivianos.

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