Bolívia mandará vice-ministro a libertação de reféns das Farc

A Bolívia indicou na quarta-feira ovice-ministro Sacha Llorenti, ativista de defesa dos direitoshumanos, para participar da delegação internacional queacompanhará a libertação de três reféns da guerrilha ForçasArmadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), sob um planopreparado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. O presidente boliviano, Evo Morales, disse na noite dequarta a jornalistas que Llorenti foi escolhido por se tratarde "uma ação humanitária importantíssima para a vida daspessoas afetadas". Ex-presidente da Assembléia de Direitos Humanos da Bolívia,homem de confiança do governo Morales, Llorenti é atualmentevice-ministro encarregado da coordenação com movimentossociais. "É certamente saudável a iniciativa, esta ação dopresidente Chávez, e esperamos que possa se concretizar.Saudamos também a excelente vontade do governo da Colômbia porautorizar o ingresso (da delegação internacional)", disseMorales, admirador e amigo declarado de Chávez. "Devemos ir muito mais além, continuar buscando alibertação dessas pessoas afetadas pelas guerrilhas",acrescentou. O plano anunciado por Chávez prevê o envio de uma caravanaaérea com representantes de Argentina, Bolívia, Brasil, Cuba,Equador e França para recolher os reféns Consuelo González,Clara Rojas e seu filho Emmanuel, nascido no cativeiro. Aviões e helicópteros serão pintados com o símbolo da CruzVermelha, segundo o acordo travado com a guerrilha. Os refénsserão levados do território colombiano à Venezuela. O presidente venezuelano esperava concluir a operação jánesta quinta-feira, mas Yves Heller, porta-voz do ComitêInternacional da Cruz Vermelha na Colômbia, disse que poderálevar mais tempo. "Há muitos detalhes logísticos e de segurança para seremfinalizados. Estamos fazendo tudo para garantir que a entregaocorra o mais rápido possível", afirmou. (Por Carlos Alberto Quiroga)

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