Bolívia ordena captura de ex-ministros em EUA, Peru e Espanha

Corte pede prisão de seis ex-membros do governo Gonzalo Sánchez de Lozada por massacre de 'outubro negro'

Efe,

18 de maio de 2009 | 20h17

A Corte Suprema da Bolívia ordenou nesta segunda-feira, 18, a captura de seis ex-ministros do governo de Gonzalo Sánchez de Lozada que estão no Peru, nos Estados Unidos e na Espanha, o que permitirá à Promotoria tramitar a extradição deles. Desta forma, os políticos poderão ser levados a julgamento por 63 mortes ocorridas em 2003.

 

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Ángel Irusta, presidente do tribunal formado para o julgamento do ex-presidente, anunciou a decisão após o início da audiência para determinar as responsabilidades pelo massacre do chamado "outubro negro" de 2003. No entanto, a audiência foi suspensa logo depois porque um dos ex-ministros acusados rejeitou todos os magistrados.

 

A primeira audiência do julgamento de Sánchez de Lozada, seus ex-ministros e o alto comando militar da época começou com a presença de oito dos 17 acusados pelo massacre cometido em outubro de 2003, durante a repressão militar de uma série de protestos sociais antigovernamentais.

 

Irusta declarou à revelia e ordenou a captura dos ex-ministros Jorge Torres Obleas, Mirtha Quevedo e Javier Torres Goitia, que estão asilados ou refugiados no Peru. Também serão emitidas ordens de detenção contra Guido Áñez Moscoso, que mora nos Estados Unidos, e Hugo Carvajal que, segundo informação preliminar da Promotoria, está na Espanha administrando um pedido de asilo.

 

O juiz também decidiu a captura do ex-ministro Yerko Kukoc, cujo paradeiro é desconhecido, mas que hoje apresentou através de seus advogados uma recusa que freou a continuidade da audiência, enquanto se resolve esse incidente judicial. Irusta justificou a decisão de captura em que todos os acusados não se apresentaram à audiência e em que saíram do país sem as respectivas autorizações e apesar de estarem sendo processados.

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