Bolívia ordena que militares abram arquivos de ditaduras

A Bolívia emitiu nesta quarta-feira uma resolução que ordena as Forças Armadas a abrir seus arquivos para localizar o paradeiro dos desaparecidos durante as ditaduras militares que governaram o país entre as décadas de 1960 e 1980.

REUTERS

20 de maio de 2009 | 20h34

Os ministros da Defesa, Walker San Miguel, e da Justiça, Celima Torrico, apresentaram a resolução em resposta aos pedidos de três mulheres que estão há quase 15 dias em greve de fome para exigir a retirada da confidencialidade dos arquivos.

"Se existiram documentos que não foram revisados com profundidade para descobrir mais elementos aí está a resolução ministerial que acabamos de promulgar, está a vontade política do governo", disse San Miguel a jornalistas.

O caso mais emblemático dos desaparecidos é o do fundador do Partido Socialista (PS-1), Marcelo Quiroga Santa Cruz, assassinado durante o golpe militar do general Luis García Meza, em 1980, e cujo corpo teria sido queimado na fundição Vinto.

No entanto, até agora, o paradeiro de seus restos e o de tantos outros opositores às ditaduras é um mistério.

(Reportagem de Diego Oré)

Tudo o que sabemos sobre:
BOLIVIAARQUIVOSDITADURA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.