Bolívia pede que oposição não sabote exportações de gás

Para o ministro de Hidrocarbonetos do país, sabotagem das exportações ao Brasil seria "desatinado"

EFE,

07 de setembro de 2008 | 16h16

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, pediu neste domingo que a oposição não cumpra suas ameaças e que não sabote as exportações de gás natural ao Brasil e à Argentina, porque "essa seria a decisão mais desatinada". Villegas pediu "a todas as autoridades (de oposição) a não tomar decisões desta natureza", em declarações na televisão estatal, em relação às ameaças de líderes contrários ao presidente Evo Morales de interromper as exportações de gás. Esses movimentos de oposição, há quase duas semanas, protagonizam protestos que incluem bloqueios e tomada de instituições estatais, fundamentalmente no sudeste do país. Os opositores exigem que Morales devolva às regiões a receita petrolífera que o Governo cortou em janeiro, para pagar uma ajuda direta às pessoas com mais de 60 anos. Villegas afirmou que os protestos, que qualificou de "autobloqueios", causaram desabastecimento e aumento do preço dos alimentos e combustíveis em várias capitais dos departamentos do leste do país. No entanto, Villegas destacou que, "em relação ao mercado externo, o abastecimento é normal" e "estão sendo entregues os volumes solicitados pelo Brasil".

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