Bolívia precisa de ajuda para evitar divisão territorial, diz OEA

Bloco diz que há condições tanto para diálogo quanto para violência no debate sobre as autonomias regionais

Agência Estado e Associated Press,

23 de abril de 2008 | 21h24

A Bolívia precisa de ajuda para evitar a divisão territorial e resolver uma crise institucional que assola o país, diz um informe divulgado nesta quarta-feira, 23, pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Reunidos em Washington, os países representados na entidade afirmou considerar que "estão dadas as condições" tanto para o diálogo quanto para a violência no debate sobre as autonomias regionais na Bolívia. Veja também:Cuba e Chávez oferecem apoio a Morales contra provínciasEvo Morales dá a Fernando Lugo boas vindas ao 'eixo do mal' Aristide Royo, embaixador do Panamá, argumentou que, sem ajuda,o presidente da Bolívia, Evo Morales, corre o risco de, quando transferir o poder, ser obrigado a dizer ao povo: "vocês me entregaram um país, e agora eu lhes entrego vários." "Se não queremos isso, temos que fazer algum esforço", declarou o embaixador numa sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA para discutir a crise boliviana. A sessão foi convocada para ouvir um informe do subsecretário-geral para assuntos políticos da OEA, Dante Caputo. Ele visitou o país duas vezes em menos de um mês como emissário do secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, atendendo a solicitação de Morales. Enquanto isso, líderes da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) declararam nesta quarta-feira em Caracas, na Venezuela, apoio ao presidente boliviano, Evo Morales, em meio à crise política boliviana. Em declaração, o bloco - integrado ainda por Cuba e Nicarágua - "rejeitou o movimento separatista da oposição boliviana". Comemorando a vitória da esquerda na eleição paraguaia, Evo, que está nos EUA, parabenizou o presidente eleito do país, Fernando Lugo, e brincou, dando-lhe boas-vindas ao "eixo do mal" da região.

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