Bolívia registra explosões perto de consulado da Venezuela

Testemunha diz que ataque seria direcionado ao cônsul; outra bomba detonou próxima a casa de cubanos

Efe,

22 de outubro de 2007 | 11h47

Duas explosões, aparentemente de pouca intensidade, ocorreram na madrugada desta segunda-feira, 22, na cidade de Santa Cruz, na Bolívia, e testemunhas disseram à imprensa que uma ocorreu ao lado do consulado da Venezuela e a outra perto de uma residência de médicos cubanos.   Uma fonte da Polícia de Santa Cruz confirmou que as duas explosões foram registradas entre as 3h e 4h (5h e 6h de Brasília), mas os alvos não foram confirmados porque os agentes continuam investigando e recolhendo declarações de testemunhas, mas deverão divulgar um relatório oficial ainda nesta segunda.   O canal de televisão ATB assegurou que a primeira explosão aconteceu sobre o teto de uma casa vizinha ao consulado da Venezuela e quase meia hora depois foi registrada a segunda, perto de uma residência de médicos cubanos, mas nenhuma deixou vítimas.   O dono da casa vizinha ao consulado da Venezuela disse ao ATB que o explosivo caiu sobre o teto do quarto dos seus filhos, provocando um buraco. "Graças a Deus, meus filhos, aparentemente, não têm ferimentos, apesar de um pedaço de telha ter caído na cabeça de um deles", afirmou o morador.   A intenção dos responsáveis pela bomba era atentar contra o cônsul venezuelano, segundo o morador entrevistado, que não foi identificado pelo canal de televisão.   Uma testemunha da segunda explosão na capital de Santa Cruz, no bairro de Equipetrol, disse ao canal ATB que outro explosivo foi lançado sobre a calçada de uma residência de médicos cubanos.   O porta-voz do presidente boliviano, Evo Morales, Alex Contreras, disse à imprensa local que os "atentados" não deixaram feridos nem danos materiais de consideração. "Acreditamos que se trata de ações covardes, que tentam mostrar uma realidade que não é evidente na cidade de Santa Cruz e menos no país, e por essa razão está solicitando que se realize uma investigação minuciosa", disse o funcionário.   De acordo com Contreras, o governo entrou em contato com os embaixadores de Cuba, Rafael Dausá, e da Venezuela, Julio Montes, para conhecer os detalhes do ocorrido. O departamento (de Estado) de Santa Cruz é o bastião da oposição a Morales, e a sua aliança com o governante venezuelano, Hugo Chávez, e o líder cubano, Fidel Castro.

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