Bolívia se pronuncia sobre disputa fronteiriça Chile-Peru

A Bolívia se pronunciou pela primeira vez perante a Corte Internacional de Justiça de Haia sobre a disputa fronteiriça entre Chile e Peru, ratificando seu pedido de um acesso soberano ao oceano Pacífico, informou na terça-feira o presidente Evo Morales.

REUTERS

12 de julho de 2011 | 20h13

O pronunciamento acontece em meio à exigência apresentada pelo Peru nesta corte para que sejam fixadas fronteiras marítimas com o Chile, sobre as quais há diferenças em relação aos critérios de separação.

Embora a Bolívia não faça parte do processo, Morales explicou que seu governo firmou posição para evitar que uma futura decisão possa afetar o interesse de seu país por recuperar costas do Pacífico que perdeu em uma guerra em 1879 e pelas quais mantém uma disputa com o Chile há anos.

"Era necessário informar à Corte Internacional de Justiça de Haia sobre a posição da Bolívia por responsabilidade histórica no marco da política de Estado de retornar ao mar com soberania", disse o mandatário durante evento das Forças Armadas em Cochabamba.

O governo chileno, por sua vez, rejeitou novamente na terça-feira a demanda da Bolívia, considerando que falta uma base legal para reivindicar o acesso aos territórios do Pacífico, que pertencem ao Chile.

"Os limites entre Chile e Bolívia foram estabelecidos com precisão há mais de 100 anos no Tratado de Paz e Amizade de 1904, o qual é reconhecido e respeitado por ambos os países e se encontra plenamente vigente", disse em comunicado o diretor de Relações Exteriores, Alfonso Silva.

(Por Claudia Soruco, com reportagem adicional de Bianca Frigiani, em Santiago)

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