Bolívia veta presença de aviões americanos antidrogas

Evo diz que sentimento do país é de luta contra o 'império' para recuperar soberania e dignidade

Efe e AP,

02 de outubro de 2008 | 20h54

O presidente Evo Morales negou à agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) a permissão de sobrevoar o território boliviano, informou nesta quinta-feira, 2, a agência de notícias estatal ABI. Durante um discurso no Departamento (Estado) de Tarija, Evo revelou que em 30 de setembro recebeu uma carta da DEA onde solicitava a uma instituição do Estado boliviano permissão para sobrevoar o território nacional.   Veja também: Diálogo na Bolívia segue suspenso e oposição pede garantias   "Quero dizer publicamente a nossas autoridades do setor que não estão autorizadas a dar permissão para que a DEA possa sobrevoar o território boliviano", assinalou Evo. Segundo a ABI, o presidente justificou sua decisão dizendo que o sentimento do povo boliviano é de luta contra o "império" para recuperar a soberania e a dignidade.   O governo americano iniciou um processo para suspender a Bolívia do Sistema de Preferências Tarifárias (ATPDEA), sob a alegação de que o governo boliviano não colabora na luta antidrogas. "É uma lástima que a Bolívia perca o ATPDEA, justamente quando devia assegurar o maior mercado do mundo, na ante-sala de uma crise financeira de escala mundial", disse o presidente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), Ernesto Antelo, ligado ao empresariado.Há quase três semanas Evo expulsou o embaixador dos EUA, Philip Goldberg, o que piorou a relação entre os países. Morales acusou o representante norte-americano de ingerência na política boliviana. O governo dos Estados Unidos, que nega a acusação, respondeu expulsando o embaixador boliviano de Washington.  

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