Arnulfo Franco/AP
Arnulfo Franco/AP

Bolívia veta retorno de agentes antidrogas dos EUA

Autoridades discutem com o governo dos EUA um plano para o combate ao narcotráfico

REUTERS

22 de novembro de 2011 | 09h18

LA PAZ - O governo da Bolívia disse que não permitirá o regresso de agentes antidrogas dos EUA ao país, embora as autoridades discutam atualmente com o governo norte-americano um plano para o combate ao narcotráfico.

A Bolívia - terceira maior produtora mundial de cocaína - e os EUA decidiram neste mês acertar suas divergências e restaurar relações diplomáticas plenas, três anos depois de o governo de Evo Morales, de esquerda, expulsar do país o embaixador norte-americano e os representantes do DEA (agência antidrogas dos EUA).

Como parte do novo acordo, a Bolívia se comprometeu a colaborar no combate à produção e tráfico de drogas, mas o ministro de Governo, Wilfredo Chávez, disse que o agentes do DEA não poderão voltar.

"O DEA não vai voltar, por causa do efeito que eles tiveram no país, pelo papel que desempenharam", disse Chávez ao apresentar em linhas gerais um plano antidrogas que está sendo negociado com o Brasil e os EUA.

Morales, ex-líder sindical dos plantadores de coca (cultivo que também tem usos legais e tradicionais na Bolívia), já acusou repetidamente o DEA de conspirar com a oposição direitista local.

Chávez minimizou a abrangência do plano sob discussão, dizendo que ele tem um "foco muito mais operacional" e incluirá o monitoramento digital das plantações de coca.

O acordo deveria ser firmado na semana passada, mas Chávez disse que a Bolívia pediu revisões de ultima hora para assegurar o "controle absoluto e total" da luta antidrogas no seu território.

A ampliação das lavouras de coca na Bolívia, superando a eliminação de cultivos ilegais, tem causado alarme no Brasil e nos EUA, dois mercados importantes para a cocaína boliviana.

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