Bolívia vive crise antes de referendo

Apesar dos protestos, presidente Evo Morales deve ter seu mandato confirmado

Agências internacionais,

07 de agosto de 2008 | 20h23

Os bolivianos votam neste domingo, 10, em um referendo que vai decidir a permanência ou não do presidente Evo Morales, do vice Álvaro Garcia Linera e de oito governadores em seus cargos. Para que o presidente tenha seu mandato revogado é preciso 53,7% dos votos (porcentagem com a qual Evo foi eleito em 2005). Já para os governadores serem substituídos, será necessário 50% mais um voto. Veja também:Igreja e Exército tentam reduzir tensão na BolíviaImpedido de visitar 4 cidades, Evo diz que Bolívia vive ditadura Na última semana, o país tem atravessado uma série de protestos. Na terça-feira, 5, dois mineiros morreram em choques com a polícia perto da cidade Oruro, enquanto em Tarija, no sul do país, protestos fecharam o aeroporto e levaram ao cancelamento de um encontro entre o presidente boliviano, a chefe de Estado argentina, Cristina Kirchner, e o líder venezuelano, Hugo Chávez.  Dias antes, líderes dos departamentos opositores anunciaram a "massificação" de uma grave de fome e a organização de uma onda de protestos contra o governo enquanto mineiros bloquearam estradas em alguns pontos do país. Três governadores opositores aderiram à greve de fome.  Os protestos se intensificaram e na noite de quarta-feira,6, Evo foi impedido de visitar quatro cidades comandadas pela oposição. Apesar da crise, uma pesquisa realizada pelo Ibope no início da semana aponta que o presidente Evo Morales deve vencer o referendo facilmente. Pela pesquisa a qual o Estado teve acesso, 56% dos bolivianos devem votar pela permanência de Evo, contra 35% que votariam contra. Segundo a pesquisa, pelo quatro governadores têm seus mandatos ameaçados, sendo que três são da oposição ao presidente. A eventual vitória - com a derrota de governadores da oposição - deve fortalecer ainda mais a posição de Evo. 

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