Bolivianos fecham fronteira com Brasil em protesto contra Evo

Manifestantes contrários à nova Constituição impedem circulação entre Corumbá e Puerto Quijarro

João Naves, de Estado de S. Paulo,

29 de novembro de 2007 | 16h19

A única estrada que faz a ligação entre Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, e Puerto Quijarro, na Bolívia, está bloqueada desde a zero hora desta quinta-feira, 29.  Veja também:Oposição boliviana paralisa regiões em protesto anti-MoralesEspecial: Tensão na América do Sul     Durante todo o dia houveram congestionamentos dos dois lados da fronteira, com quilômetros de automóveis, caminhões, ônibus e utilitários tentando fazer a travessia. Não há previsão para a liberação da rodovia.  O local não foi interditado para os pedestres brasileiros e bolivianos. Homens, mulheres e crianças bolivianas fecharam a fronteira em protestando contra a Constituição impulsionada pelo partido do presidente Evo Morales, sem a participação dos políticos da oposição.  Velhos caminhões foram colocados na linha divisória e todas as atividades estão paralisadas, inclusive o comércio em lojas e feiras livres. A estrada que passa por Corumbá e vai até Santa Cruz de La Sierra, a mais importante cidade desta porção da Bolívia, é canal de escoamento da produção de gêneros alimentícios, minérios e outros produtos.  Passageiros de ônibus com destino a Corumbá, são obrigados a seguir viagem a pé.  Em Corumbá, o movimentado comércio da cidade, nas proximidades da fronteira, amanheceu com as lojas vazias. A maioria dos fregueses é de bolivianos, freqüentadores de supermercados, lojas de ferragens e estabelecimentos agropecuários. O movimento é denominado "paro cívico pela democracia" e deverá terminar até o meio dia de sexta-feira, 30, conforme previsão dos organizadores.

Tudo o que sabemos sobre:
BolíviaConstituição

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.