Bolivianos queimam 30 bares e prostíbulos em passeata

Manifestação pela família ameaça fazer 'justiça com as próprias mãos' para acabar com prostituição

Efe,

17 de outubro de 2007 | 09h43

Moradores da cidade boliviana de El Alto, vizinha a La Paz, queimaram e destruíram mais de 30 bares e prostíbulos, enquanto um grupo de delinqüentes tentou atacar a sede de um banco, segundo informou a polícia na terça-feira, 16. O diretor de Segurança de El Alto, o coronel Ronald Pérez, disse à agência Efe que os agentes usaram gás lacrimogêneo para controlar as desordens causadas numa manifestação. Mas delinqüentes aproveitaram o caos e causaram mais destruição. Segundo Pérez, na noite de segunda-feira foram queimados quatro bares. Na terça-feira, foram destruídos mais 12, além de 14 prostíbulos da cidade, uma das mais pobres da Bolívia.  Os locais foram atacados durante a passeata organizada pela Federação de Pais de Família de El Alto. Outras pessoas "tentaram invadir o Banco Mercantil, mas já não eram grupos de moradores, e sim anti-sociais", disse Pérez. Segundo a Agência Boliviana de Informação, órgão estatal de comunicação, uma representante das prostitutas condenou a violência porque afeta o sustento de seus filhos. Elas ameaçam organizar uma manifestação, nuas, para pedir a restituição de suas fontes de trabalho. Vários jornalistas bolivianos denunciaram agressões dos manifestantes, que aproveitaram a ausência de policiais nas primeiras horas da passeata. "Já não há segurança por causa da bebedeira que esses lugares fomentam e das meninas que se prostituem. Não se pode caminhar à noite. As autoridades não se importam. Nós vamos fazer justiça pelas próprias mãos, até fechar essas casas de pouco valor", declarou uma manifestante citada pela ABI. O presidente do conselho municipal, Gustavo Morales, disse que, para conter os protestos dos moradores, está em tramitação um regulamento que amplia de 300 para 500 metros a distância mínima entre os prostíbulos e as escolas.

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