Bomba explode em banco chileno e governo culpa anarquistas

Uma bomba explodiu nesta quarta-feiraem um banco na capital do Chile --o segundo ataque em 10 dias--e as autoridades culparam grupos anarquistas, que todo anocostumam realizar protestos nesta época. Um extintor de incêndio contendo um explosivo de fabricaçãocaseira explodiu na porta de uma agência do estatalBancoEstado, no oeste de Santiago. Ninguém ficou ferido, masuma porta e janelas foram danificadas. "Acreditamos que os responsáveis são anarquistas", disseuma fonte na sede da Procuradoria do Estado, pedindo parapermanecer no anonimato. "(As bombas) são parte da propagandadesses grupos." No sábado, anarquistas devem marcar o aniversário da mortede dois militantes, irmãos, durante o regime ditatorial deAugusto Pinochet (de 1973 a 1990). São numerosas as ameaças de ataques com bomba à medida quese aproxima a data, conhecida como "Dia do Jovem Combatente",que se tornou um aglutinador de protestos de grupos radicaiscontra o establishment. Pouco depois da explosão desta quarta-feira, a políciaretirou os estudantes de uma escola em Santiago, após umaameaça de bomba no local. No ano passado, grupos de estudantes usando gorros queescondiam seus rostos entraram em confronto com a polícia nacapital e outras cidades. Alguns atiraram pedras e coquetéismolotov contra os policiais, que responderam com gáslacrimogêneo e jatos d'água. Pelo menos 12 policiais ficaram feridos e muitas lojas eoutros negócios tiveram de fechar as portas nesse dia. Váriasbombas explodiram, sem causar ferimentos. O governo do Chile prometeu reprimir os grupos radicais quecolocaram as bombas. No sábado, um maior número de policiaispatrulhará as ruas de Santiago. "Estamos sempre em guarda, mas não podemos fazer o jogodeles", disse aos jornalistas o porta-voz do governo, FranciscoVidal. (Reportagem de Simon Gardner e Antonio de la Jara)

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