AFP Photo/George Cadenas
AFP Photo/George Cadenas

Boneca inflável de presente a ministro provoca indignação no Chile

O titular da Economia, Luis Felipe Céspedes, recebeu o presente com o recado 'para estimular a economia'; a presidente Michelle Bachelet disse que episódio era 'intolerável'

O Estado de S. Paulo

14 Dezembro 2016 | 20h00

A boneca inflável que o ministro da Economia Luis Felipe Céspedes recebeu em um jantar com empresários na noite da terça-feira, 13, provocou indignação no Chile. A boneca levava um papel na boca com a mensagem "para estimular a economia". A presidente Michelle Bachelet classificou o episódio como "intolerável". 

A Associação de Exportadores de Manufaturas e Serviços (Asexman) tradicionalmente dá presentes em brincadeiras com os ministros em seu jantar anual, mas a boneca inflável causou revolta nas redes sociais. As fotos do evento mostram o titular da Economia sorridente segurando a boneca ao lado de outros ministros -  todos homens - segurando seus presentes, que incluíram uma peruca loira para representar o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. 

A presidente Michelle Bachelet escreveu em sua conta no Twitter que "o que ocorreu no jantar da Asexma não pode ser tolerado". "A luta pelo respeito à mulher tem sido um princípio essencial em meus dois governos", disse.

Céspedes, o ministro que recebeu a boneca, pediu desculpas. "Fui pego de surpresa e minha reação não foi adequada", disse nesta quarta-feira, 14. O presidente da Asexma, Roberto Fantuzzi, também se manifestou sobre o assunto no Twitter. "Tenho esposa, filhas e netas, nunca tive a intenção de gerar violência contra a mulher", escreveu.

Em um país que pretende se livrar do machismo arraigado na cultura popular, a piada de mau gosto provocou indignação. O Movimento pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos (Miles) classificou de "sexista e misógino" o "espetáculo desagradável com a boneca inflável". "Asexman presentou o ministro com a boneca, porque a seu ver a economia é como as mulheres e elas precisam ser estimuladas", disse o movimento. /AFP e Reuters

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