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Brasil, Bolívia e Chile criam corredor bioceânico

Bolívia, Brasil e Chile lançaram nodomingo um ambicioso projeto de corredor entre os oceanosAtlântico e Pacífico, em uma decisão que parece reafirmar oreconhecimento externo do presidente boliviano, Evo Morales,que vive um confronto com a oposição conservadora do seu país. A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dachilena Michelle Bachelet foi acompanhada de anúncios deinvestimentos e promessas de cooperação, apenas um dia depoisde quatro Departamentos bolivianos proclamarem sua autonomia,em um duro desafio a Morales. Estão previstos investimentos de 604 milhões de dólarespara completar até 2009 as obras de um corredor de mais de4.000 quilômetros. O projeto também tem importância política,já que a Bolívia não mantém relações diplomáticas com o Chile eteve atritos recentes com o Brasil devido à questão do gás. Lula disse que o impulso final ao corredor, que já está 75por cento pronto, mostra que os três líderes "não estãodispostos a perder mais tempo para solucionar algumas dasdeficiências históricas da nossa região". Para a presidente chilena, "este é um projeto concreto e degrande importância para o processo de integração da América doSul". "É muito mais que uma estrada, é uma visão sobre o futuroda nossa região", disse ela. Cerca de 379 milhões de dólares, pouco mais de 60 por centodo total anunciado, devem ser investidos em estradas naBolívia. O resto será repartido para projetos em execução nostrechos chilenos e brasileiros. Morales, que tenta promover uma "revolução democráticacultural", ferozmente rejeitada pela direita local, destacou oapoio e a amizade dos visitantes, a quem tratou várias vezescomo "irmãos". "Antes era difícil estar em contato permanente com a irmãRepública do Chile; quero agradecer à companheira presidenteBachelet, até agora criamos uma grande confiança entre doispovos", afirmou Morales. Os dois países romperam relações em 1978, como resultado dedécadas de reivindicações da Bolívia para que o Chile devolvaseu acesso ao Pacífico, tomado em uma guerra no século 19. Visitas de presidentes chilenos à Bolívia são raras nasúltimas décadas, mas os atuais líderes dos dois países vêmpromovendo uma aproximação desde que assumiram seus cargos, noano passado. (Reportagem adicional de Helen Popper e Sergio Burgoa)

CARLOS ALBERTO QUIROGA, REUTERS

17 de dezembro de 2007 | 08h44

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