Brasil 'condena veementemente' teste nuclear norte-coreano

Itamaraty pede que país assine Tratado de Não-Proliferação Nuclear e se 'reintegre' como país desarmado

EFE

25 de maio de 2009 | 14h58

O Brasil expressou uma condenação "veemente" diante do teste nuclear realizado na madrugada desta segunda-feira, 25, pela Coreia do Norte e exigiu que o país retome as negociações para o fim das armas nucleares na península de Coreia, informaram fontes oficiais.

 

Segundo uma nota do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil ainda mantém a "expectativa" de que a Coreia do Norte "se reintegre, o mais rapidamente possível, e como país não nuclearmente armado, ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear". Além disso, através do comunicado, o governo brasileiro pediu para que o regime "assine, no mais breve prazo, o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT) e a observar estritamente a moratória" nesse tipo de provas.

 

A nota indicou que o Brasil também "espera" que a Coreia do Norte se reintegre, "com espírito construtivo às negociações" multilaterais abertas em 2003, das quais participam também Estados Unidos, Rússia, Japão, China e Coreia do Sul. O comunicado divulgado nesta segunda-feira pelo Itamaraty reitera essa mesma preocupação e "apela a todas as partes para que se abstenham de atos que possam agravar as tensões nos contextos regional e global" nessa delicada região da Ásia.

 

O futuro desse processo já era incerto, devido às tensões geradas pelo lançamento de um foguete norte-coreano em 5 de abril, que levou a uma condenação do Conselho de Segurança da ONU e sanções a empresas vinculadas ao aparelho militar de Pyongyang. O ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Pak Ui-Chun, fez no começo de maio uma visita oficial a Brasília, quando o chanceler Celso Amorim expressou a preocupação do Brasil com a delicada situação na península de Coreia.

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