Brasil continuará sem embaixador em Honduras até fim da crise

Envio de novo diplomata reconheceria 'governo golpista', diz Itamaraty; Mario Roiter foi designado em junho

Gabriel Pinheiro, estadao.com.br

30 de setembro de 2009 | 18h56

O novo embaixador do Brasil em Honduras, Mario Roiter, só irá ao país centro-americano quando a crise política se normalizar, informou o Itamaraty nesta quarta-feira, 30. A medida segue uma determinação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, anunciada em 29 de junho, um dia depois da destituição do presidente Manuel Zelaya. Na ocasião, ele vetou o retorno do atual embaixador, Brian Michael Fraser Neele. Desde então, o diplomata segue de férias no País.

 

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Roiter foi aprovado para o cargo pelo Senado brasileiro em 17 de junho, penúltimo passo para ser instituído embaixador. A última etapa, o recebimento das credenciais do governo de Honduras, está suspensa "diante do governo golpista", segundo o governo brasileiro, uma vez que a efetivação do diplomata em Honduras reconheceria a nova administração.

 

"Não tem prazo estipulado para o embaixador assumir, apenas temos o nome designado", acrescentou a chancelaria. Quando Roiter chegar a Honduras, Neele assumirá a nova embaixada em Antígua e Barbuda. De acordo com o Itamaraty, sua transferência para a nova função está congelada porque, "tecnicamente, ele permanece em Tegucigalpa."

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