Brasil e Argentina acertam processo de integração produtiva

Países vão analisar oportunidades de negócios e ferramentas de órgãos públicos que podem se integrar

Efe,

19 de fevereiro de 2010 | 02h53

Representantes de Brasil e Argentina se reuniram na quinta-feira, 18, em Buenos Aires, junto a funcionários dos principais bancos públicos dos dois países e estabeleceram uma agenda comum para avançar em um processo de integração produtiva bilateral, informaram fontes oficiais.

Na reunião, que foi liderado pelo Secretário de Comércio Exterior do Brasil, Welber Barral, e por seu colega de Indústria e Comércio da Argentina, Eduardo Bianchi, foram definidos "dois grandes grupos de trabalho: os sensíveis, para o prazo imediato, e os setores estratégicos para uma integração sustentada a médio e longo prazo",explicou o Ministério da Indústria da Argentina em comunicado.

O grupo realizou uma "exaustiva" análise das oportunidades de negócios e das ferramentas dos dois países e de seus organismos públicos de financiamento para conseguir a integração produtiva.

Nesta sexta-feira, 19, acontece a segunda jornada de reuniões, para determinar em que setores serão concentrados os esforços durante a primeira etapa de estratégias específicas.

Estas reuniões, que vão acontecer a cada 30 dias, são o resultado do que foi estipulado entre a ministra de Indústria e Turismo argentina, Débora Giorgi, e seu colega brasileiro, Miguel Jorge, em encontro no início do mês em Buenos Aires, onde concordaram que há necessidade de acelerar o trabalho conjunto para desenvolver uma "real integração produtiva".

Nessa oportunidade, além da reunião bilateral, foi realizado o primeiro encontro ministerial de funcionários dos países, com participação dos chanceleres Celso Amorim e Jorge Taiana e dos ministros de Economia Guido Mantega e Amado Boudou.

Bianchi afirmou que "há um trabalho concreto e decidido, com uma agenda positiva dos dois Governos, que permitirá transformar algumas tensões comerciais em integração produtiva".

"A integração não é feita apenas com vendas de empresas de um país para o outro, mas devemos trabalhar para a complementação e a associação entre as empresas. Falamos de uma integração horizontal, entre setores dos dois países que hoje concorrem, para que se complementem e melhorem suas potencialidades", acrescentou. Além disso, destacou que é "fundamental o acompanhamento do setor financeiro público" neste processo.

Representando o Brasil na reunião estavam o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e coordenador nacional do Grupo de Integração Produtiva, Reginaldo Arcuri, e representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil e da Câmara de Comércio Exterior.

Além de Bianchi, pelo lado argentino participam das reuniões os subsecretários de Política e Gestão Comercial, Eduardo Faingerch; de Indústria, Osvaldo Alonso, e da Pequena e Média Empresa, Horácio Roura.

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