Brasil e Chile propõem envio de missão da OEA à fronteira

Chanceler chileno anuncia que proposta será levada na reunião da organização nesta terça-feira

Agência Estado e Associated Press,

04 de março de 2008 | 12h08

O Chile anunciou nesta terça-feira, 4, que proporá em conjunto com o Brasil o envio de uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) à fronteira entre o Equador e a Colômbia para verificar o conflito deflagrado pela incursão de tropas colombianas em território equatoriano.   Veja também:  Dê sua opinião sobre o conflito   Repercussão na imprensa internacional      Por dentro das Farc  Entenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela  Colômbia deve invocar lei anti-terror da ONU na OEA Farc tentavam obter material radioativo, diz Colômbia Venezuela anuncia fechamento da fronteira com a Colômbia Colômbia deve 'pedido de desculpa' ao Equador, afirma Amorim Análise: 'É possível que as Farc se desarticulem'     "Chegamos a um acordo com o Brasil no domingo para iniciar uma proposta que levaremos esta tarde à assembléia da OEA que permita essa solução para a escalada de conflito que muito nos preocupa", declarou o chanceler chileno, Alejandro Foxley, em entrevista coletiva concedida em Santiago.   Foxley relatou que tem mantido contato com diversos chanceleres latino-americanos e que, nos últimos dias, em sete oportunidades conversou com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, com o qual está de acordo sobre a apresentação da proposta destinada a solucionar o conflito e a iniciar a busca do diálogo entre Equador e Colômbia.   Foxley informou que a proposta contempla o envio de uma missão de verificação de campo sob os auspícios da OEA. Ele disse que também poderia ser "uma comissão investigadora que vá à região de conflito e permita estabelecer a ordem dos fatos, pois hoje há apenas divergentes versões dos fatos de acordo com as diferentes partes". Ainda segundo ele, a proposta foi informada a outros países da região e a Argentina já acenou positivamente para a idéia.   O chanceler chileno também opinou que "não é conveniente que terceiros países envolvam-se no conflito, mas sim na busca para uma solução", numa aparente referência à Venezuela. De acordo com ele, o envolvimento de outros países tende a manter a escalada da situação, o que acarreta o risco de provocar "uma crise regional". A proposta a ser apresentada tem como objetivo promover a participação de outros países "na solução, e não na exacerbação do conflito", prosseguiu Foxley. "Esperamos que no âmbito da OEA sejam dadas as explicações necessárias para o ocorrido na fronteira", concluiu.   Na segunda-feira, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, respaldou o Equador e denunciou a violação da fronteira pela Colômbia para promover um ataque a um acampamento das Farc no qual morreu Raúl Reyes, número 2 na hierarquia do grupo guerrilheiro colombiano.   Bush apóia Uribe   O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, expressou seu apoio ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, em sua disputa com os presidentes esquerdistas da Venezuela e Equador. A Casa Branca anunciou que Bush fará nesta terça-feira, 4, uma declaração sobre um telefonema que teve com o conservador presidente Alvaro Uribe. Bush irá aproveitar para exortar o Senado americano a aprovar um acordo de livre-comércio com a Colômbia.   Matéria ampliada às 13h30.

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