Brasil e Paraguai voltam a discutir acordo sobre usina hidrelétrica de Itaipu

Em trato, Brasil abriu a possibilidade de o Paraguai negociar diretamente seu excedente de energia

Efe,

09 de junho de 2010 | 18h31

ASSUNÇÃO- O assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, conversou nesta quarta-feira, 9, em Assunção com autoridades paraguaias sobre os avanços do acordo sobre a usina hidrelétrica binacional de Itaipu.

Garcia se reuniu com os membros da Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento para analisar o acordo assinado no dia 25 de julho de 2009, em Assunção, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, do Paraguai.

O assessor também se reuniu na véspera com as autoridades da Chancelaria paraguaia e com o presidente da Câmara dos Deputados do país, Ariel Oviedo.

O acordo assinado por Lula e Lugo estabelece a construção de uma linha de transmissão de 500 quilowatts entre a usina de Itaipu e Villa Hayes, cidade próxima a Assunção.

O governo Lula, que, inicialmente, disse que financiaria a obra, propôs em maio que a mesma seja custeada por meio do Fundo para Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem).

O custo do projeto é de aproximadamente US$ 400 milhões. Ele deverá ser concluído em dezembro de 2012, segundo as autoridades em Assunção, que também lembraram que o Paraguai "usa 5% de sua parte da hidrelétrica" e não tem "infraestrutura para usar o resto da eletricidade" que lhe corresponde.

Garcia também conversou com as autoridades sobre uma possível reunião entre os dois presidentes no dia 25 de julho em Villa Hayes, data em que o acordo completa um ano.

 

No acordo, o governo Lula abriu a possibilidade de o Paraguai negociar diretamente o excedente da energia que lhe corresponde e lançou as bases para a construção de uma segunda ponte sobre o Rio Paraná.

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