Brasil fez o que pôde contra golpistas em Honduras, diz Amorim

Chanceler pede que países que 'têm mais meios' como os EUA pressionem governo de facto economicamente

Efe,

23 de julho de 2009 | 18h02

O chanceler Celso Amorim expressou nesta quinta-feira, 23, e sua confiança de que a pressão internacional ajudará ao retorno do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e não descartou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) adote outras medidas contra o governo golpista. Ele também disse que o Brasil "fez o que podia fazer" e que suspendeu alguns projetos de cooperação com Honduras após o golpe, mas admitiu que há países que "têm mais meios" para uma pressão econômica, citando Estados Unidos e os membros da União Europeia (UE).

 

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"O que a OEA puder fazer é importante, e se é necessária uma decisão mais explícita para dar cobertura a uma ação de todos os membros, esse pode ser um caminho", assinalou Amorim, que insinuou que medidas econômicas mais duras contra Honduras poderiam se somar à pressão política.

 

Segundo o chanceler, "o único caminho" para restabelecer a normalidade é o retorno ao poder do presidente Zelaya, dentro das resoluções da OEA, e reiterou sua condenação a um golpe que qualificou de "anacrônico e extemporâneo". Amorim apontou que "a comunidade internacional, aconteça o que acontecer, não vai ser branda com os golpistas se ocorrer algo com o presidente Zelaya."

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