Brasil integrará Conselho de Segurança da ONU em 2010-2011

País obteve 182 dos 190 votos na Assembleia; cadeira não permanente é reservada à América Latina e ao Caribe

Efe,

15 de outubro de 2009 | 12h55

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira, 15, o ingresso do Brasil no Conselho de Segurança do órgão para ocupar durante o biênio de 2010-2011 um dos postos não-permanentes reservados à América Latina e ao Caribe.

 

A candidatura brasileira, sem a concorrência de nenhum outro país da região, obteve respaldo de 182 dos 190 países membros da ONU que participaram da votação, enquanto outros sete países se abstiveram e a Venezuela recebeu um voto, mesmo que não seja candidata.

 

Outros países escolhidos para integrar o grupo são Bósnia, Gabão, Líbano e Nigéria. A partir de 1º de janeiro de 2010, esses países substituirão Burkina Faso, Costa Rica, Líbia, Croácia e Vietnã como membros sem poder de veto no corpo de 15 nações.

 

Esta é a primeira vez que há candidatos de consenso em todos os grupos regionais que formam a Assembleia Geral, segundo a publicação especializada Security Council Report.

 

"Acho que, no ano que vem, vamos ter um Conselho de Segurança ainda mais fortalecido, com a presença de dois grandes países, como Brasil e Nigéria, e outros dois países, Líbano e Bósnia, que sofreram conflitos e podem oferecer sua experiência", avaliou, na saída da reunião, o embaixador britânico na ONU, John Sawers.

 

O Brasil contava com o apoio do Grupo de Países da América Latina e Caribe da ONU (Grulac), o que praticamente garantia a escolha para substituir a Costa Rica em uma das duas vagas reservados à região. A outra é ocupada pelo México até o ano que vem.

 

Após sua última passagem em 2004-2005, esta será a 10ª vez que a delegação brasileira fará parte do principal órgão da ONU, no qual acumula 18 anos de experiência desde que entrou no organismo, como um de seus membros fundadores.

 

O fato de não haver novamente concorrência no grupo latino-americano, após a escolha do México sem oposição no ano passado, é considerado um sinal do interesse da região em evitar disputas como a de 2006 entre Venezuela e Guatemala, que obrigou a realizar 48 votações e só foi resolvida com o surgimento do Panamá como candidato de consenso.

 

Assim como no caso brasileiro, os outros candidatos na eleição também não tiveram concorrência em seus respectivos grupos regionais. A Assembleia Geral renova todos os anos cinco dos dez lugares não permanentes do Conselho de Segurança, que são divididos por regiões geográficas entre Europa Ocidental, Europa Oriental, África, Ásia, e América Latina e Caribe.

 

Além desses dez membros, há os cinco permanentes, que são EUA, Rússia, França, Reino Unido e China, e que têm direito a veto.

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