Brasil não enviará tropas para Honduras, diz Jobim

Para ministro, solução é 'exclusivamente diplomática', efetivo só seria enviado em caso de guerra

Alberto Komatsu, da Agência Estado,

28 de setembro de 2009 | 13h24

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta segunda-feira, 28, que a solução para o impasse em Honduras "é exclusivamente diplomática". Segundo ele, não existe a possibilidade de o Brasil enviar tropas de suas Forças Armadas para garantir a segurança da embaixada brasileira na capital hondurenha, Tegucigalpa, que abriga o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

 

Veja também:

lista  Honduras, pobre e dependente dos EUA

lista Eleito pela direita, Zelaya governou à esquerda

especialCronologia do golpe de Estado

especialEntenda a origem da crise política

mais imagens Veja galeria de imagens do dia de hoje

video TV Estadão: Jornalistas discutem impasse

video TV Estadão: Ex-embaixador comenta

 

De acordo com Jobim, não há nada que o Brasil possa fazer caso o governo interino de Honduras não reconheça a embaixada brasileira como ambiente diplomático. No domingo, o governo interino de Honduras afirmou que a Embaixada do Brasil poderá perder status diplomático em 10 dias caso não defina a situação de Zelaya.

 

"Evidentemente que os hondurenhos terão a lucidez de determinar a saída dos brasileiros de lá. Não há nenhuma possibilidade de se pensar em movimentos armados", afirmou Jobim, que participou do Seminário "Innovations in Nuclear Technology for a sustainable future" (Inovações na tecnologia nuclear para um futuro sustentável), que está sendo realizado em um hotel da zona oeste do Rio. "Só se declarar guerra, o que é inviável", respondeu Jobim, ao ser questionado se o Brasil não poderia usar as Forças Armadas para proteger os brasileiros caso haja uma invasão na embaixada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.