Mary Altaffer/AP
Mary Altaffer/AP

Brasil oferece US$ 172 milhões ao Haiti

Anúncio foi feito pelo chanceler Celso Amorim durante cúpula para o país em Nova York

Efe

31 de março de 2010 | 12h20

NOVA YORK - O Brasil fornecerá a quantia de US$ 172 milhões (cerca de R$ 340 milhões) ao Haiti para financiar a reconstrução e o desenvolvimento do país caribenho, atingido por um terremoto de magnitude 7,0 em janeiro, anunciou nesta quarta-feira, 31, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim.

 

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"Ajudar o Haiti vai além de qualquer luta política, religiosa e ideológica. É um desafio para que a comunidade internacional demonstre sua vontade e capacidade de se unir em favor de uma causa justa", disse Amorim na conferência internacional de doadores a favor do Haiti, realizada na sede da ONU, em Nova York.

 

O chanceler afirmou que a nova doação inclui uma verba de US$ 40 milhões dentro do programa de assistência do Brasil e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), além de US$ 15 milhões para aliviar o déficit fiscal do Governo haitiano. O novo compromisso financeiro brasileiro se soma aos US$ 167 milhões desembolsados até o momento pelo Brasil para assistência humanitária às vítimas do terremoto haitiano.

 

"O Brasil confia na capacidade do Haiti de superar os desafios que enfrenta e assumir o pleno controle de seu destino", ressaltou Amorim, que copreside o encontro junto à ONU e às delegações de EUA, Espanha, Canadá, França e União Europeia.

 

Amorim também lembrou que dois meses e meio depois do terremoto ainda há 1 milhão de pessoas sem lar e centenas de milhares esperam "aterrorizadas" a chegada das chuvas em frágeis acampamentos improvisados. "Mas nossa principal meta deve ser apoiar os haitianos a criar as condições necessárias para sustentar um desenvolvimento a longo prazo, que garanta a justiça social, a estabilidade política e os direitos humanos", destacou.

 

Segundo ele, o compromisso econômico brasileiro conta não apenas com o apoio do Estado mas também com o da sociedade brasileira como um todo. "Não consigo me lembrar de outra ocasião na qual tenha sentido tanta compaixão com outro país", disse.

 

O chanceler assinalou que a comunidade internacional tem a oportunidade de "tornar realidade" a promessa de emancipação, liberdade e igualdade que impulsionaram os haitianos na independência do Haiti em 1804. Foram eles os primeiros ex-escravos na América a conseguir a independência de uma potência colonial.

 

O objetivo da conferência que começa nesta quarta-feira é mobilizar o apoio internacional para o desenvolvimento e a recuperação do Haiti no longo prazo. A meta mais imediata é conseguir US$ 3,8 bilhões para começar a reconstrução do país. Os projetos de reconstrução para os próximos dez anos estão orçados em quase US$ 11,5 bilhões.

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