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Brasil propõe investigação da OEA em crise de Colômbia e Equador

O ministro das Relações Exteriores,Celso Amorim, disse nesta segunda-feira que o governo sugeriu àOrganização dos Estados Americanos (OEA) a criação de umacomissão para investigar a incursão colombiana em territórioequatoriano. Amorim considerou que qualquer violação territorial é, emprincíio, condenável e defendeu "um pedido de desculpas maisexplícito", por parte da Colômbia.A incursão colombiana em território equatoriano ocoreu nosábado, numa operação contra as guerrilhas das Farc, queprovocou uma crise entre os dois países. Chamado às pressas de uma viagem a Cingapura para iniciarconversas com os vizinhos sul-americanos, o ministro afirmouainda que, de acordo com o direito internacional, a Colômbiadeveria pedir desculpas ao Equador pela incursão, apesar de opresidente Álvaro Uribe ter feito isso com várias ponderações. "A sugestão do Brasil, sempre lembrando que esse é umassunto ainda em evolução, ... é a criação de uma comissão deinvestigação e uma visita do secretário-geral da OEA à área doincidente", disse o ministro em entrevista coletiva. "A situação é muito grave e, sem fazer juízo de valor, opedido da Colômbia foi visto como insuficiente... o primeiropasso é buscar a harmonia latino e sul-americana e discutir asoutras questões a seu tempo", afirmou Amorim, ao ser perguntadosobre as acusações do governo colombiano de que Equador eVenezuela financiam as Forças Armadas Revolucionárias daColômbia (Farc). Segundo Amorim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silvatelefonou para os colegas colombiano, Uribe, e equatoriano,Rafael Correa, para tentar diminuir as tensões. Ainda não foifeito nenhum contato com países de fora da América do Sul porenquanto, disse o chanceler. Para o Brasil o mais importante não é discutir apenas opassado, mas sim evitar que acontecimentos semelhantes ao quegerou a crise se repitam, disse Amorim. Ele completou que oobjetivo das conversas "não é punir ninguém. É encontrar umasolução". O bombardeio colombiano a um acampamento da guerrilha, nosábado, em que morreu o líder rebelde das Farc Raúl Reyes,criou uma crise diplomática entre Equador e Colômbia. O governo colombiano, no entanto, defendeu a legitimidadeda ação e garantiu que uma resolução da Organização das NaçõesUnidas (ONU) autoriza esses ataques contra o terrorismo. Como reação ao bombardeio, Equador e Venezuela ordenaram oreforço militar em suas fronteiras com a Colômbia. A OEA se reúne, em Washington, na terça-feira e discutirá ocaso. (Reportagem de Raymond Colitt)

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