Brasil quer resolver crise em Honduras rapidamente, diz Dilma

Para ministra, País agiu corretamente em abrigar Zelaya e defende incondicionalmente sua volta ao poder

Anne Warth, da Agência Estado,

25 de setembro de 2009 | 13h38

A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira, 25, em entrevista a correspondentes estrangeiros no País, que o Brasil se empenhará para resolver o problema político de Honduras de forma negociada e o mais rapidamente possível. "O que esperamos, e vamos fazer todo o empenho para isso, é que essa questão seja resolvida da forma mais rápida possível e de forma negociada", afirmou.

 

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Dilma disse que o Brasil sempre se posicionou contra governos assumidos por meio de golpes de Estado. "Nós sempre fomos contra governos golpistas. A questão fundamental em Honduras tem origem em golpe de Estado", ressaltou. A chefe da Casa Civil afirmou que a Embaixada do Brasil, que abriga o presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, adotou uma posição correta. "Nós não iríamos negar abrigo a Zelaya", afirmou.

 

Segundo a BBC Brasil, a ministra afirmou que a volta de Zelaya ao poder não pode ser negociada como uma condição para o governo golpista, liderado por Roberto Micheletti, devolva a presidência ao deposto. "Eu não acredito que a ONU, a OEA, qualquer país latino-americano ou os EUA respondam a isso falando que vão negociar a não-ida do Zelaya para a sua situação de presidente constitucional", disse a ministra. "Ninguém pode dizer isso, porque seria uma posição, no mínimo, esdrúxula. A gente não negocia certos princípios. Eu não posso dizer que, se a ditadura ficar um pouco menos ditadura, nós aceitamos a ditadura."

 

Dilma admitiu, porém, que o poder de ação do Brasil na crise é limitado. "Nós não controlamos o tempo dessa crise política com a qual não temos a menor ligação", disse Dilma. "O que esperamos é que o conflito seja solucionado da forma mais rápida possível, e que o presidente eleito volte para o cargo", completou.

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