Brasil quer ser parceiro número um de Cuba

Lula presta 'atenção muito especial' nas relações e projetos de cooperação com a ilha, diz chancelaria brasileira

Efe,

17 de outubro de 2008 | 15h30

O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, manifestou nesta sexta-feira, 17, a vontade do Brasil de se transformar no principal parceiro econômico e político de Cuba, na abertura da 7ª reunião bilateral de consultas políticas. O Brasil quer "ser o parceiro número um de Cuba em seu processo de desenvolvimento econômico e social, e nas relações políticas também", disse Guimarães durante uma reunião em Havana com o vice-ministro de Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez. Veja também:UE retoma contatos com Cuba e oferece ajuda Guimarães lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva presta "uma atenção muito especial, muito pessoal", nas relações com Cuba e nos projetos de cooperação, investimentos e estímulo às empresas brasileiras. Segundo ele, as companhias devem ir para Cuba e aproveitar "as oportunidades que aparecem e existem para participar deste momento tão importante (na ilha)." Em maio, o chanceler Celso Amorim afirmou, durante uma visita oficial à ilha, que "nesse momento novo, renovado", e tão importante que Cuba vive, "o Brasil não quer ser o parceiro número dois ou número três, o Brasil quer ser o parceiro número um de Cuba." O Brasil aprovou créditos este ano no valor de US$ 200 milhões ao setor agroalimentar e outros US$ 150 milhões para o financiamento de produtos industriais, maquinaria agrícola e construção de estradas, com possibilidades de ampliação. Guimarães afirmou também que o Brasil "fez e continuará fazendo" o possível para ajudar Cuba após a passagem de dois furacões entre 30 de agosto e 9 de setembro, que causaram prejuízos de mais de US$ 5 bilhões, segundo cálculos oficiais. Em 13 de setembro, o Brasil enviou um avião militar com cerca de 15 toneladas de alimentos e ajuda para os desabrigados pelos furacões Ike e Gustav. Guimarães, que permanece em Cuba até sábado, ainda tem encontros previstos com o ministro de Comércio Exterior cubano, Raúl de la Nuez, e com o chefe de Relações Internacionais do governante Partido Comunista Cubano, Fernando Remírez de Estenoz.

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