Brasil rejeita proposta das Farc para discutir conflito na Unasul

Guerrilha fez pedido para 'expor sua visão' sobre o conflito colombiano no foro da organização

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

25 de agosto de 2010 | 19h34

O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse nesta quarta-feira, 25, que o Brasil não irá interceder na proposta apresentada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em carta aberta, de que a questão do conflito com o governo colombiano fosse levada para ser discutida na União de Nações Sul-Americanas (Unasul).  

 

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"Este problema tem de ser resolvido no âmbito da Colômbia, a nossa opinião é de que a Unasul só deve intervir depois, para ajudar, mas a pedido do governo colombiano", disse, em entrevista, após almoço no Itamaraty em homenagem ao presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai.

Na última segunda-feira o governo colombiano rejeitou a proposta das Farc e o vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, avisou que os guerrilheiros devem liberar todos os reféns mantidos pelo grupo "incondicionalmente" e abandonar o terrorismo se quiserem iniciar negociações de paz com o novo governo do presidente Juan Manuel Santos.

O vice-presidente recusou ainda a ideia de que intermediários sejam usados para resolver o problema da guerrilha, que já dura quatro décadas. Apesar de ser uma questão com incidência além das fronteiras, "este é um tema que essencialmente o governo colombiano deve tratar", defendeu o assessor.

Questionado se o Brasil poderia pedir uma reunião para a Unasul, para que a Farc expusessem a sua visão do conflito na Colômbia, Marco Aurélio respondeu: "Não nos parece que seja o caso".

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