Brasil servirá de base para missão de resgate a reféns das Farc

Guerrilha anunciou libertação unilateral de seis sequestrados; País fornecerá apoio logístico para recebê-los

Reuters

26 de janeiro de 2009 | 18h16

A missão colombiana que receberá seis reféns que serão soltos pela guerrilha Farc partirá do Brasil, disse nesta segunda-feira, 26, a senadora colombiana Piedad Córdoba, admitindo que a entrega vai demorar pelo menos mais 10 dias. Entre os reféns estão o ex-governador do Departamento do Meta Alan Jara, o ex-deputado Sigifredo López, três policiais e um soldado. A libertação estava prevista para esta semana, depois que a Colômbia aceitou o apoio logístico do Brasil.   Veja também: Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região     Mas a senadora, que coordena a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse que o Brasil deve finalizar a infraestrutura logística antes que a operação comece. "Estamos no ponto de que o Brasil coordene toda a parte logística para a libertação, e eles levam supostamente entre mais 10 e 12 dias", disse Córdoba, acrescentando que um técnico brasileiro chegará na quarta-feira à Colômbia para revisar detalhes com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).   "A comissão que irá comigo receber os libertados, sairemos exatamente do Brasil, de um lugar que se determinará previamente, e isso dá garantia de que todo mundo vá se preparando com muita transparência", acrescentou. O Brasil anunciou na sexta-feira que participará da operação emprestando helicópteros e infraestrutura, mas sem assumir o papel de mediador ou garantidor político. As Farc anunciaram há um mês a libertação unilateral de seis reféns, mas a entrega sofreu atrasos por problemas logísticos e pela exigência de que haja a participação de um representante da comunidade internacional junto com o CICV. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, inicialmente rejeitou a participação de governos estrangeiros, mas deu garantias à Cruz Vermelha. Depois, flexibilizou essa posição e aceitou o Brasil. Córdoba disse que tal situação foi superada e que ela irá resgatar os reféns junto com dois ou três representantes da sociedade civil colombiana, mais os delegados do CICV.   As Farc têm 28 reféns políticos que pretendem trocar com o governo por cerca de 500 guerrilheiros presos. Mas as posições inflexíveis de ambas as partes impedem até mesmo o início de uma negociação. Alguns dos reféns estão há mais de 11 anos em cativeiro.

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