Brasileiros no Peru temem novo terremoto

Para muitos, esta foi a primeira experiência de um tremor tão forte.

Michelle Marinho, BBC

16 de agosto de 2007 | 08h05

Para a maioria dos brasileiros que mora no Peru, o tremor de 7,9 graus na escala Richter registrado na noite da quarta-feira, às 18h40 locais (20h40 em Brasília), foi a primeira experiência em um terremoto de uma intensidade tão forte.   Veja também:  Veja as imagens da CNN  Número de mortos em terremoto no Peru pode passar de 350  Governo brasileiro oferece ajuda humanitária ao Peru  Brasileiro relata momentos do terremoto no Peru  Comunidade internacional oferece apoio  História do Peru é marcada por terremotos Há 33 anos que a cidade de Lima não sofria um tremor tão violento. O último foi em 1974, quando a cidade foi sacudida por um tremor de 7,5 graus, causando a morte de 78 pessoas. A Defesa Civil do Peru lançou um alerta vermelho e avisou a população que pode haver novos tremores nos próximos dias, assustando a comunidade brasileira. Até agora, já foram registrados mais de 140 na região próxima ao epicentro, a 150 km da capital. Alguns deles foram sentidos em Lima, onde mora a maioria dos brasileiros. A tradutora paulista Silvia Araújo, de 38 anos, estava trabalhando quando sentiu que o prédio onde fica seu escritório começou a balançar. "Eu estava no escritório quando senti o terremoto. De repente os quadros começaram a se mover, os computadores balançavam e eu corri para a zona de segurança para me proteger. Foi uma confusão", disse. "Quando vi que o tremor não parava, decidi descer pelas escadas. Havia centenas de pessoas na rua, assustadas. Muita gente chorando, tentando ligar para a família pelo celular, mas não havia linha. Estava preocupada com minhas filhas, que estavam em casa. Não quero voltar a viver uma experiência como a que vivi hoje", afirma. A fotógrafa Débora Paredes, apesar de morar há mais de 20 anos na capital, onde os tremores são freqüentes, falou que também nunca tinha vivido uma experiência tão assustadora. Débora estava em um ônibus quando começou o terremoto. Um trajeto que ela normalmente faz em 15 minutos demorou uma hora. "O ônibus em que eu viajava estava em frente a um supermercado. De repente vi uma correria, uma multidão que saiu para o meio da rua, muita gente chorando. Vi uma senhora desmaiando também." "Confesso que foi a pior experiência que já vivi na vida e realmente pensei que ia morrer. Foi muito forte, muito longo e assustador. Ainda estou muito nervosa e amedrontada", escreveu em seu blog a mineira Vanessa Guimarães, que mora em Lima há mais de 5 anos com o marido e o filho. Os vôos que vinham do Brasil foram cancelados. O aeroporto internacional de Lima foi fechado e só seria reaberto na manhã desta quinta-feira. Até o momento, não há informações sobre possíveis vítimas brasileiras entre as centenas de feridos.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Tudo o que sabemos sobre:
placasterremotoshistória

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.