Bruni canta 'cocaína colombiana' e causa mal-estar com Bogotá

Primeira-dama francesa faz referência, em novo CD, à droga produzida na Colômbia; país diz que ela faz apologia

REUTERS

13 de junho de 2008 | 08h38

A Colômbia expressou na quinta-feira, 13, o seu descontentamento com uma canção da primeira-dama francesa, Carla Bruni, na qual ela faz referência à cocaína produzida ilegalmente no país. "Você é minha droga. Mais letal que a heroína do Afeganistão e mais perigosa que cocaína colombiana", canta a mulher de Nicolas Sarkozy em um disco que será lançado em julho.   O chanceler colombiano, Fernando Araújo, disse a música faz apologia ao consumo de drogas que trazem morte e violência para o país. "Consideramos que, na boca da mulher do presidente da França, essa afirmação é muito dolorosa para a Colômbia", disse o diplomata a jornalistas. "Essa coisas acontecem quando se mistura política com teatro, lamentamos profundamente", acrescentou Araújo, que declarou que a Colômbia não apresentará uma nota de protesto ao governo francês. A canção está no terceiro disco de Bruni, o primeiro lançado pela ex-modelo desde que se casou com Sarkozy, em fevereiro. A Colômbia é considerada o país que mais produz cocaína, com 600 toneladas métricas por ano, apesar dos esforços do governo e das Forças Armadas para erradicar as plantações de folha de coca e destruir os laboratórios de produção nas áreas montanhosas e de selva. Araújo pediu à comunidade internacional que não faça apologia ao consumo de drogas e acompanhe a Colômbia na luta contra as substâncias proibidas.

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