Bush chama Cuba de 'masmorra' e promete manter embargo

Sanções cairão quando governo soltar presos políticos e permitir liberdade de expressão, afirma líder americano

Reuters,

10 de outubro de 2008 | 19h44

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, qualificou nesta sexta-feira, 10, Cuba como uma "masmorra" e prometeu que Washington não suspenderá o embargo econômico até que Havana liberte seus presos políticos e permita a liberdade de expressão. Falando a cubano-americanos no aniversário da independência de Cuba em relação à Espanha (1868), Bush disse que seu governo ofereceu ajuda à ilha depois dos devastadores furacões deste ano, mas que o regime comunista rejeitou.   Veja também: Cuba começa a arrendar propriedades após reforma de Raúl Castro "Essa ajuda foi rejeitada pelos (irmãos dirigentes Fidel e Raúl) Castro, o que deveria dizer ao povo de Cuba e ao povo do mundo que os castristas são estão interessados em si e no seu poder, e não no benefício e bem-estar do povo cubano", disse Bush a um pequeno grupo num restaurante típico, o Havana Harry's, dos arredores de Havana. "É triste demais que bem nas costas da nossa grande nação, que acredita nos direitos humanos e na dignidade humana, exista esta masmorra," disse Bush. "Mas Cuba algum dia será livre". Cuba e os EUA vivem às turras desde 1959, quando uma revolução levou Fidel ao poder, onde permaneceu até 2006, sendo substituído por Raúl. Washington mantém um embargo à ilha há 46 anos. Cuba já rejeitou três ofertas de ajuda norte-americana, embora a USAid (agência de ajuda internacional dos EUA) diga que US$ 2 milhões foram distribuídos a entidades humanitárias da ilha.   Em setembro, Havana acusou os EUA de mentirem a respeito da sua ajuda para tentar melhorar sua imagem internacional. Washington fez uma quarta oferta, equivalente a US$ 6,3 milhões, depois que Cuba fez um apelo por materiais de construção. Segundo uma autoridade norte-americana, ainda não houve resposta. Bush disse que seu governo tem trabalhado de perto com os cubano-americanos "com um objetivo em mente, que é a liberdade de Cuba". "As políticas que temos em vigor são todas destinadas a dar a essa gente em Cuba uma chance de cultuar livremente e falar livremente, e ir à praça pública se expressar sem medo de repressão." De acordo com ele, o embargo econômico cairá "só quando o governo de Cuba permitir que o povo de Cuba se expresse livremente". "Vamos mudar nossa política quando o povo dirigindo Cuba libertar os prisioneiros de consciência das prisões. Mas até lá não vamos mudar", acrescentou. O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, defende que o embargo seja atenuado. Seu rival republicano, John McCain, é favorável a mantê-lo até que haja eleições livres em Cuba.

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