'Bush pode nos ajudar em acordo com as Farc', diz Chávez

Ao se reunir com parentes dos americanos seqüestrados, venezuelano se mostrou esperançoso

Associated Press,

26 de setembro de 2007 | 01h24

O presidente venezuelano Hugo Chávez declarou acreditar que George W. Bush ajudará nos esforços para chegar a um acordo humanitário entre a Colômbia e os guerrilheiros das Farc. Ele se reuniu com os familiares dos três americanos que permanecem seqüestrados nesta terça-feira. "Aqui não há crenças políticas nem ideológicas, o presidente Bush pode nos ajudar. Eu sei que Sarkozy irá falar com ele hoje ou amanhã", disse Chávez. Os americanos Keith Stansell, Tom Howes e Marc Gonsalves, funcionários do Departamento de Defesa, foram capturados pelas Farc em fevereiro de 2003, quando o avião deles, durante uma missão de vigilância, sofreu um acidente na selva do sul colombiano. "Tomara que Bush se coloque a disposição para nos ajudar, porque a guerrilha exige" a liberação de dois guerrilheiros colombianos extraditados aos Estados Unidos, disse Chávez. Ele se referiu aos guerrilheiros conhecidos como Sonia, presa no Texas acusada de tráfico de drogas, e Simón Trinidad, detido em Washington, acusado de narcotráfico e seqüestro. Trinidad foi considerado culpado por uma corte americana por conspirar para cometer o seqüestro dos funcionários americanos. "Como sabemos dois guerrilheiros colombianos estão presos nos Estados Unidos. Isto é um problema para conseguirmos a libertação de todos os reféns. Então, precisamos trabalhar com muita paciência e sabedoria para solucionarmos a questão", disse o presidente venezuelano. Chávez chegou a sugerir um indulto do presidente americano. Em discurso na ONU na terça-feira, o presidente colombiano disse se opor a liberação dos rebeldes colombianos como parte da troca humanitária com as Farc. Para os familiares dos reféns americanos, Chávez afirmou que não vai abandonar a tarefa. "Eu não vou abandonar a luta, eu garanto isto por mais difícil que seja a tarefa", disse. A reunião aconteceu com os pais de Stansell, Gene e Lynne Stansell, e seu filho Kyle de 15 anos; a esposa de Howes, Mariana Howe e seu filho Tommy de 10 anos; e o pai de Gonsalves, George Gonsalves. "Estou feliz com a possibilidade de ter meu pai aqui de novo. Sou muito grato pela sua ajuda, estamos muito agradecidos na verdade", disse Tommy.  Os familiares se reuniram também na manhã de terça-feira com o embaixador dos Estados Unidos em Caracas, Patrick Duddy.

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