'Cabe ao Brasil evitar guerra na região', diz ex-ministro

Luiz Lampreia diz que País tem peso e precisa evitar conflito das Farc com Equador, Colômbia e Venezuela

da Redação

04 de março de 2008 | 13h50

O ex-ministro das Relações Exteriores Luiz  Felipe Lampreia disse nesta terça-feira, 4, que cabe ao Brasil evitar uma guerra entre Venezuela, Equador e Colômbia, por conta do incidente envolvendo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O atual embaixador culpa o presidente venezuelano, Hugo Chávez, pelo conflito e diz que, agora, o governo brasileiro acertou em colocar o atual ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para intermediar o assunto. "Isso é assunto do Itamaraty. O governo brasileiro tem que procurar exercer mediação de fato", disse ele, lembrando que antes a interlocução era feito pelo assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.   Veja também:  Dê sua opinião sobre o conflito   Repercussão na imprensa internacional      Por dentro das Farc  Entenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela  Colômbia deve invocar lei anti-terror da ONU na OEA Farc tentavam obter material radioativo, diz Colômbia Venezuela anuncia fechamento da fronteira com a Colômbia Colômbia deve 'pedido de desculpa' ao Equador, afirma Amorim Análise: 'É possível que as Farc se desarticulem'     Em operação na fronteira entre Colômbia e Equador no sábado, o Exército colombiano matou o número dois da hierarquia das Farc, Raúl Reyes, durante operação em território equatoriano. O incidente provocou uma crise diplomática sem precedentes na região, inclusive o país de Chávez.   Lampréia, que foi ministro durante governo Fernando Henrique Cardoso, disse em entrevista à rádio CBN que o Brasil tem papel de peso na questão e precisar prevenir o conflito entre os países, já que existe "chance de guerra". "Há chance de ter uma guerra sim, porque a vontade de guerra independe de qualquer coisa".   Sobre o tratamento do governo Lula á guerrilha, o ex-ministro disse desconhecer uma opinião oficial, mas ressaltou que no governo FHC as Farc eram tratadas como uma "organização criminosa". "Claro que é, porque trafica com drogas e seqüestra pessoas.Se insurge a mão armada contra governo democrático, não tao interessados em paz nenhuma. Não é um partido político", disse.   O embaixador disse também que o governo brasileiro acertou em colocar o ministro Amorim para mediar o confronto."Isso é assunto do Itamaraty. Respeito o Garcia, mas ele não é o canal institucional  correto", disse.

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