Cai número de presos políticos em Cuba, diz ONG

O número de presos políticos em Cubacaiu de 283 em 2006 para 234 no ano passado, segundo relatóriodivulgado na quarta-feira pela Comissão Cubana de DireitosHumanos, que considerou a mudança "pouco significativa". Segundo Elizardo Sánchez, presidente da entidade, que éilegal mas tolerada pelo regime comunista, a maioria dos presoslibertados terminou de cumprir suas penas. "O governo de Cuba, mediante seu enorme aparato repressivo,persiste em silenciar as vozes dissidentes", disse o relatório. A cifra de presos políticos era de 246 ao fim do primeirosemestre de 2007, segundo a entidade. A situação dos direitos individuais, políticos e econômicosna ilha, segundo a comissão, continua sendo "péssima" sob ogoverno interino de Raúl Castro, que há 17 meses substitui seuirmão Fidel, afastado por causa de uma doença intestinal. A entidade divulga relatórios semestrais, que são a únicafonte disponível sobre o tema dos presos políticos. A lista depresos no fim de 2007 incluía 12 pessoas que receberamliberdade condicional por razões de saúde. O governo cubano diz que os presos políticos sãomercenários a soldo dos EUA. Em dezembro, as autoridades acusaram Sánchez de exagerar a"manipular" as cifras de presos políticos para receber dinheirode Washington. O governo prometeu também em dezembro assinar no começo de2008 dois importantes tratados da ONU sobre direitosindividuais e políticos. (Por Rosa Tania Valdés)

REUTERS

16 de janeiro de 2008 | 18h24

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