Cai produção de coca na Bolívia, diz ONU

O cultivo de coca na Bolívia, terceiro maior produtor mundial, atrás de Peru e Colômbia, diminuiu no último ano, graças ao maior esforço de erradicação por parte do governo, segundo dados oficiais divulgados na segunda-feira.

Reuters

17 de setembro de 2012 | 19h26

Mas o cultivo continua sendo atraente para os agricultores, por causa da elevação do preço das folhas da coca, matéria-prima da cocaína, de acordo com uma pesquisa anual compilada pelo governo boliviano e pelo Escritório da ONU para Drogas e Crimes (UNODC).

O cultivo dos arbustos de coca teve um declínio de 12 por cento em 2011, ficando em cerca de 27,2 mil hectares, após anos de ampliação da área cultivada.

César Guedes, representante da UNODC na Bolívia, elogiou em nota o governo socialista local por seus esforços, e observou que a área erradicada cresceu mais de um quarto, chegando a 10,5 mil hectares, enquanto a produção total caiu de 55,5 mil para 48,1 mil toneladas.

De acordo com a pesquisa, o preço da folha da coca no mercado legal subiu 31 por cento, e 16 por cento no mercado ilegal. Os agricultores bolivianos podem cultivar uma quantidade limitada de coca para usos tradicionais - a folha é transformada em chá ou mascada para combater os efeitos da altitude.

"Os preços mais altos estão tornando a coca mais atraente, mas os agricultores precisam de alternativas viáveis para que possamos coibir o cultivo ilícito em longo prazo", disse Guedes.

Segundo a pesquisa, o valor de mercado da coca passou de 310 milhões de dólares em 2010 para 353 milhões em 2011, o que significa 1,5 por cento do PIB boliviano.

(Reportagem de Michael Shields)

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