Cai vantagem de oposicionista na disputa eleitoral mexicana

O candidato presidencial Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI, oposição), sofreu uma queda nas suas intenções de voto para a presidência do México, mas sem que seu principal adversário tenha conseguido crescer, segundo uma pesquisa divulgada na terça-feira.

REUTERS

13 de março de 2012 | 20h54

Segundo a pesquisa do instituto Consulta Mitofsky, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais, Peña Nieto aparece com 38,5 por cento das intenções de voto, dois pontos percentuais a menos do que no levantamento de duas semanas antes.

Isso permitiu que Josefina Vázquez Mota, do Partido Ação Nacional (PAN, governista), diminuísse a distância que a separa do líder, embora sua intenção de voto tenha oscilado de 24,7 para 24,2 por cento.

O esquerdista Andrés Manuel López Obrador, derrotado por estreita margem na eleição presidencial de 2006, teve um ligeiro avanço, mas continua em terceiro lugar, com 17,8 por cento.

A pesquisa também mostrou um aumento no número de indecisos para a eleição de 1o de julho.

Com boa presença televisiva, Peña Nieto é a esperança do centrista PRI para voltar ao poder depois de 12 anos na oposição. Antes disso, o partido governou o México por 71 anos ininterruptos.

O priista lidera as pesquisas há dois anos, mas sua vantagem vem caindo há meses, e ele cometeu várias gafes em dezembro.

O novo resultado leva em conta também uma interrupção de um mês na campanha eleitoral, a partir de meados de fevereiro, por decisão das autoridades eleitorais. Isso reduziu a exposição dos candidatos na mídia, levando ao aumento no número de indecisos.

(Reportagem de Anahi Rama e Cyntia Barrera Diaz)

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