Calderón exige investigar mexicanos em acampamentos das Farc

O presidente do México, FelipeCalderón, exigiu na sexta-feira que se investigue a presença demexicanos em um acampamento da guerrilha colombiana ForçasArmadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no territórioequatoriano que foi bombardeado na semana passada por tropas daColômbia. No encontro do Grupo do Rio na República Dominicana,Calderón disse que vários mexicanos poderiam estar entre as 24pessoas que morreram com o guerrilheiro Raúl Reyes no sábado. Três mulheres sobreviveram ao ataque, entre elas umamexicana, Lucia Andrea Morett, que possui vínculos com gruposde esquerda e que, anos atrás, foi oradora em um ato do gruporebelde mexicano Exército Zapatista de Libertação Nacional. "Uma pessoa de nacionalidade mexicana saiu ferida eprovavelmente outra ou outras mais, perderam a vida. O que decerto, lamentamos", disse o presidente. "Exigimos a investigação em termos judiciais e também asrazões pelas quais se encontravam cidadãos mexicanos em umacampamento ... irregular, armado", acrescentou. O governo do Equador anunciou na quinta-feira que háindícios de que cidadãos mexicanos foram mortos, embora aindasejam desconhecidas as razões de sua presença no local. O ministro da segurança do Equador, Gustavo Larrea, afirmouque há registros sobre a possibilidade de que um número nãodefinido de mortos corresponda a mexicanos relacionados com aUniversidade Nacional Autônoma do México (UNAM), uma dasprincipais universidades públicas da América Latina. Larrea acrescentou que cinco famílias mexicanas haviampedido a identificação dos cadáveres.

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